A Influência da Teologia Essênica sobre os escritos Paulinos
Não podemos aqui neste artigo afirmar que Paulo de fato estudou com os Essênios. Consideramos que talvez o apóstolo teve contato com a teologia essênia de alguma forma. Seus escritos nos permitem entender desta forma.
Veremos através deste artigo as semelhanças entre a teologia Paulina e a teologia essênia. É provável que o texto de Gálatas a qual Paulo se refere a viagem na Arábia e a Damasco como uma possível porta para este contato com a teologia essênia. De fato havia comunidades essênias nestas localidades, principalmente na península Arábica, o que nos remete a crer que este contato foi possível.
DUALISMO DO BEM E DO MAL
UMA DAS DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DA COMUNIDADE DE QUMRAM ERA O DUALISMO.
“ Na fonte da luz estão às origens da verdade e na fonte das trevas as origens do Mal e na mão do príncipe das luza es está o governo de todos os filhos da justiça e nos caminhos da luz eles andam, e na mão do Anjo das trevas está todo o governo dos filhos do Mal, e nos caminhos das trevas eles andam” (DSD III, 19-22).
Este texto se identifica com a carta enviada por Paulo aos Coríntios 6. !4-18.
“14- Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tema luz com as trevas? 15- E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? 16- E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo de Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 17-Pelo que saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; 18- e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.
Fica evidente neta passagem a incompatibilidade entre dois elementos, nesse caso:
• luz e trevas
• Cristo e Belial
• Fiel e infiel
• Deus e os Ídolos
Ressaltemos as partes
Qumram
Anjo das trevas x príncipe da luz
Paulo
O CRISTO e Belial – este nome não aparecerá em nenhuma outra parte do NT, mas na literatura de Qumram é o nome associado à regente do mundo das trevas e diabo, ou seja, o nome Belial está associado a poder do mal e líder do mal ao mesmo tempo (DSDII, 19 CDC IV, 12 – 13. DSH V, 7).
Para a comunidade de Qumram a maneira de interpretação dualista leva a um sectarismo exacerbado que faz com que a seita divida o mundo em duas partes, assim como sua crença dualista, eles expandem a crença também a toda humanidade separando todos os seres em parte “justa” – FILHOS DA LUZ, parte “má” FILHOS DAS TREVAS. O termo filhos das trevas não é encontrado no NT, mas a idéia de que os maus pertencem ao Princípio do mal e encontrada algumas vezes, vejamos:
EF 5:8 “ Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor, andai como filhos da luz”.
1ª TS 5:5 “ Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas”.
CL 1:13 “ Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor”.
LUC 22:53 “ Tenho estado tokdos os dias conosco no templo e não estendestes as mãos contra mim, mas esta é a vossa hora e do poder das trevas”.
Era regra para a comunidade que cada um de seus membros se envolvesse totalmente com as crenças e doutrinas, isto implica em:
“ amar tudo o que (Deus) escolheu e a odiar tudo o que Ele desprezou, a manter-se bem distante de tudo o que o mau, a apegar-se a cada boa ação(...) e a amar todos o filhos da luz, cada homem segundo sua sorte nos desígnios divinos, e a odiar todos os filhos das trevas, cada homem segundo a sua culpa na vingança divina”. (DSD I, 3-11).
“ Paulo diz: “ Detestai o Mal, apegando-vos ao bem, amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal” Rm 12: 9-10 ou !ª Ts 5:21” Retende o que é bom, absterdes-vos de toda forma mal”.
O fator que diferencia a comunidade Cristã da dos Essênios é que Jesus deixou como princípio fundamental o amor ao inimigos.
“ Amai vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos”. Mt 5:43.
PREDESTINAÇÃO
“ Do Deus do conhecimento vem tudo o que será, e antes e sua existência Ele estabeleceu todos os desígnios deles, e quando eles se tornarem aquilo que foram destinados a se tornar segundo seu desígnio glorioso, realizarão sua tarefa e nada poderá ser mudado” (DSD III 15-6)
“ pois Tu criaste o justo e o mal” (DSD XV, 14-21)
É fato que a seita acreditava em dupla predestinação.
RM 9:21 “ Ou não tem o oleiro sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? 22 E direis se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição, 23 para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, 24 os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?”
EF 1: 11 “ Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, 12 com o fim de sermos para o louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo”.
Este tema foi amplamente discutido em toda História do Cristianismo, contudo os maiores e mais conhecidos debates foram entre Pelágio que defendia a crença oriental e que mais se aproximava da crença judaica de predestinação, e Augustino que foi o formulador da atual crença sobre predestinação que rege o cristianismo até os dias de hoje, ambos concluíram seus embates em detrimento de textos Paulino e algumas vezes joaninos.
Na reforma protestante ninguém se destacou mais do que João Calvino, compare as palavras dele sobre predestinação com os manuscritos do Mar Morto, qualquer pessoa desavisada diria que um dos próprios manuscritos pela sua forma de escrita e filosofia:
“ Pois os homens não foram criados todos nas mesmas condições, alguns são predestinados à vida eterna, enquanto outros à condenação eterna. E uma vez que o homem é criado para alcançar um destes alvos, dizemos que é predestinado à vida eterna ou a morte.” ( J.C Institutos III 21.5)
ELEIÇÃO DA GRAÇA
Se entendermos que a seita acreditava que era predestinada, chegaremos à seguinte conclusão, qual o critério, se é que podemos sabê-lo, que Deus usa para elegê-los?
Para esta indagação a Seita tem uma resposta:
Os pactuantes da seita são chamados de “Filhos da graça” ou “Eleitos de Deus” (DST VII 20 )
O Pacto é chamado de Pacto da Graça (DST 1,8)
Com o mesmo termo Paulo menciona “eleição da graça” Rm 11:5
Analisaremos outros exemplos:
Rm 8:3 “ Quem intentará acusação contra os leitos de Deus? É o mesmo termo em hebraico.
CL 3:12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus...”
Tit 1:1 “ Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade”.
Cl 1:12-13 “dando graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz. Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor...”
Rm 3:23-24 “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça...”
A palavra para Graça em Hebraico Rason, pode ser traduzida com “benevolência” como “vontade”.
Ef 2:8 “Porque pela graça sois salvos...”
A palavra para Graça indica que não há nenhuma relação da eleição de Deus com ações humanas
Rm 3:23 -24 “ Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça...”
Só por tua bondade é o homem justificado e pela a provisão da tua Graça e por tua magnificência Tu o glorificaste” (DST XIII , 17 ).
“ por tua graça Tu salvaste minha alma, pois de Ti é o meu passo” DST II,23
Estes conceitos que são bem particulares aos dos Essênios só é preservada na literatura Paulina, mas claro com a inserção do Cristo neste processo.
Uma explicação para este fato pode ser a visão de Paulo em relação à Tora judaica, já que no judaísmo do 1º século havia uma crença muito forte de que o homem pudesse ser salvo através das práticas da Tora, mas para Paulo só a Graça divina pode fazer isto.
A conclusão que chegamos até aqui é bem simples os conceitos DUALISMO, PREDESTINAÇÃO e ELEIÇÃO DA GRAÇA dependem um do outro na crença essênia e Paulo foi adepto destas crenças “ claro que com algumas adaptações”, mas representou segundo ele o seu pensamento de forma plena.
A NOVA ALIANÇA
A maior e grande diferença entre judaísmo e o Cristianismo é a crença na Nova Aliança.
Mas com as descobertas dos manuscritos do Mar Morto ficou evidente que lês possuíam esta crença bem antes do cristianismo e que o modo de pensar do cristianismo segue as mesmas orientações da comunidade de Qumram.
O termo NOVA ALIANÇA Brit Hadashach em Hebraico aparece a primeira vez na passagem de Jr 31:31 “Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para tirá-los da terra do Egito, porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu haver desposado, diz o Senhor.”
Fica claro que tanto os Essênios como os cristãos não deram um interpretação literal a esta passagem, já que ele por si só já se defini, para quem, com quem e até mesmo como.
No conceito dos Essênios eles são: “O verdadeiro Israel de Deus” Justino, no Diálogo com Trifom – Patristica.
O único documento cristão que fala sobre a nova aliança é o livro de Hebreus.
Veremos através deste artigo as semelhanças entre a teologia Paulina e a teologia essênia. É provável que o texto de Gálatas a qual Paulo se refere a viagem na Arábia e a Damasco como uma possível porta para este contato com a teologia essênia. De fato havia comunidades essênias nestas localidades, principalmente na península Arábica, o que nos remete a crer que este contato foi possível.
DUALISMO DO BEM E DO MAL
UMA DAS DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DA COMUNIDADE DE QUMRAM ERA O DUALISMO.
“ Na fonte da luz estão às origens da verdade e na fonte das trevas as origens do Mal e na mão do príncipe das luza es está o governo de todos os filhos da justiça e nos caminhos da luz eles andam, e na mão do Anjo das trevas está todo o governo dos filhos do Mal, e nos caminhos das trevas eles andam” (DSD III, 19-22).
Este texto se identifica com a carta enviada por Paulo aos Coríntios 6. !4-18.
“14- Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tema luz com as trevas? 15- E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? 16- E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo de Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 17-Pelo que saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; 18- e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.
Fica evidente neta passagem a incompatibilidade entre dois elementos, nesse caso:
• luz e trevas
• Cristo e Belial
• Fiel e infiel
• Deus e os Ídolos
Ressaltemos as partes
Qumram
Anjo das trevas x príncipe da luz
Paulo
O CRISTO e Belial – este nome não aparecerá em nenhuma outra parte do NT, mas na literatura de Qumram é o nome associado à regente do mundo das trevas e diabo, ou seja, o nome Belial está associado a poder do mal e líder do mal ao mesmo tempo (DSDII, 19 CDC IV, 12 – 13. DSH V, 7).
Para a comunidade de Qumram a maneira de interpretação dualista leva a um sectarismo exacerbado que faz com que a seita divida o mundo em duas partes, assim como sua crença dualista, eles expandem a crença também a toda humanidade separando todos os seres em parte “justa” – FILHOS DA LUZ, parte “má” FILHOS DAS TREVAS. O termo filhos das trevas não é encontrado no NT, mas a idéia de que os maus pertencem ao Princípio do mal e encontrada algumas vezes, vejamos:
EF 5:8 “ Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor, andai como filhos da luz”.
1ª TS 5:5 “ Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas”.
CL 1:13 “ Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor”.
LUC 22:53 “ Tenho estado tokdos os dias conosco no templo e não estendestes as mãos contra mim, mas esta é a vossa hora e do poder das trevas”.
Era regra para a comunidade que cada um de seus membros se envolvesse totalmente com as crenças e doutrinas, isto implica em:
“ amar tudo o que (Deus) escolheu e a odiar tudo o que Ele desprezou, a manter-se bem distante de tudo o que o mau, a apegar-se a cada boa ação(...) e a amar todos o filhos da luz, cada homem segundo sua sorte nos desígnios divinos, e a odiar todos os filhos das trevas, cada homem segundo a sua culpa na vingança divina”. (DSD I, 3-11).
“ Paulo diz: “ Detestai o Mal, apegando-vos ao bem, amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal” Rm 12: 9-10 ou !ª Ts 5:21” Retende o que é bom, absterdes-vos de toda forma mal”.
O fator que diferencia a comunidade Cristã da dos Essênios é que Jesus deixou como princípio fundamental o amor ao inimigos.
“ Amai vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos”. Mt 5:43.
PREDESTINAÇÃO
“ Do Deus do conhecimento vem tudo o que será, e antes e sua existência Ele estabeleceu todos os desígnios deles, e quando eles se tornarem aquilo que foram destinados a se tornar segundo seu desígnio glorioso, realizarão sua tarefa e nada poderá ser mudado” (DSD III 15-6)
“ pois Tu criaste o justo e o mal” (DSD XV, 14-21)
É fato que a seita acreditava em dupla predestinação.
RM 9:21 “ Ou não tem o oleiro sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? 22 E direis se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição, 23 para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, 24 os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?”
EF 1: 11 “ Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, 12 com o fim de sermos para o louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo”.
Este tema foi amplamente discutido em toda História do Cristianismo, contudo os maiores e mais conhecidos debates foram entre Pelágio que defendia a crença oriental e que mais se aproximava da crença judaica de predestinação, e Augustino que foi o formulador da atual crença sobre predestinação que rege o cristianismo até os dias de hoje, ambos concluíram seus embates em detrimento de textos Paulino e algumas vezes joaninos.
Na reforma protestante ninguém se destacou mais do que João Calvino, compare as palavras dele sobre predestinação com os manuscritos do Mar Morto, qualquer pessoa desavisada diria que um dos próprios manuscritos pela sua forma de escrita e filosofia:
“ Pois os homens não foram criados todos nas mesmas condições, alguns são predestinados à vida eterna, enquanto outros à condenação eterna. E uma vez que o homem é criado para alcançar um destes alvos, dizemos que é predestinado à vida eterna ou a morte.” ( J.C Institutos III 21.5)
ELEIÇÃO DA GRAÇA
Se entendermos que a seita acreditava que era predestinada, chegaremos à seguinte conclusão, qual o critério, se é que podemos sabê-lo, que Deus usa para elegê-los?
Para esta indagação a Seita tem uma resposta:
Os pactuantes da seita são chamados de “Filhos da graça” ou “Eleitos de Deus” (DST VII 20 )
O Pacto é chamado de Pacto da Graça (DST 1,8)
Com o mesmo termo Paulo menciona “eleição da graça” Rm 11:5
Analisaremos outros exemplos:
Rm 8:3 “ Quem intentará acusação contra os leitos de Deus? É o mesmo termo em hebraico.
CL 3:12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus...”
Tit 1:1 “ Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade”.
Cl 1:12-13 “dando graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz. Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor...”
Rm 3:23-24 “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça...”
A palavra para Graça em Hebraico Rason, pode ser traduzida com “benevolência” como “vontade”.
Ef 2:8 “Porque pela graça sois salvos...”
A palavra para Graça indica que não há nenhuma relação da eleição de Deus com ações humanas
Rm 3:23 -24 “ Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça...”
Só por tua bondade é o homem justificado e pela a provisão da tua Graça e por tua magnificência Tu o glorificaste” (DST XIII , 17 ).
“ por tua graça Tu salvaste minha alma, pois de Ti é o meu passo” DST II,23
Estes conceitos que são bem particulares aos dos Essênios só é preservada na literatura Paulina, mas claro com a inserção do Cristo neste processo.
Uma explicação para este fato pode ser a visão de Paulo em relação à Tora judaica, já que no judaísmo do 1º século havia uma crença muito forte de que o homem pudesse ser salvo através das práticas da Tora, mas para Paulo só a Graça divina pode fazer isto.
A conclusão que chegamos até aqui é bem simples os conceitos DUALISMO, PREDESTINAÇÃO e ELEIÇÃO DA GRAÇA dependem um do outro na crença essênia e Paulo foi adepto destas crenças “ claro que com algumas adaptações”, mas representou segundo ele o seu pensamento de forma plena.
A NOVA ALIANÇA
A maior e grande diferença entre judaísmo e o Cristianismo é a crença na Nova Aliança.
Mas com as descobertas dos manuscritos do Mar Morto ficou evidente que lês possuíam esta crença bem antes do cristianismo e que o modo de pensar do cristianismo segue as mesmas orientações da comunidade de Qumram.
O termo NOVA ALIANÇA Brit Hadashach em Hebraico aparece a primeira vez na passagem de Jr 31:31 “Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para tirá-los da terra do Egito, porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu haver desposado, diz o Senhor.”
Fica claro que tanto os Essênios como os cristãos não deram um interpretação literal a esta passagem, já que ele por si só já se defini, para quem, com quem e até mesmo como.
No conceito dos Essênios eles são: “O verdadeiro Israel de Deus” Justino, no Diálogo com Trifom – Patristica.
O único documento cristão que fala sobre a nova aliança é o livro de Hebreus.
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